Numa maré de incertezas,
Repleta de confusões turbulentas,
Decotas a pessoa que és.
Amedrontada do tempo
Dito pelo teu coração,
Corres vales de perdição.
As tuas pegadas e proezas
Apenas demonstram
Que tu és o pão
E eles os pássaros
Que se alimentam
De cada pedaço do teu corpo.
Incompreensivelmente,
Julgas que o teu espírito permanece intacto,
Acreditando que neste segmento tu sorris.
No entanto, abres os olhos
e reparas que não existe uma essência.
Injustiça ou Consequência?
Isso és tu que decides.
E sem te aperceberes,
essa tua masmorra começa por atulhar.
E um novo segmento
Sente-se forçado a despertar.
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