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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Le belle personne et la société vulgaire




"Com que intenção és capaz :

De o fazer? De o dizer? De te aproximares? De acreditares? De olhares?

Afinal, Tu!
Mais que ninguém deves saber reconhecer que existe um grande campo de minas à tua volta.
Porque avanças cautelosamente? 
Esse é o problema! 
Anseias que eu descubra mais do que uma mina, uma intenção furtiva. 
Se bem me lembro foste tu que as colocas-te. 
Enquanto me omitias, através desse teu olhar ingénuo,  semeavas umas quantas questões neste meu consciente. 

E agora, tenderão a explodir algum dia, mas aí terei a certeza que não houve quaisquer segundas intenções.
"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma História Numa Caixa De Correio


            Numa tarde dois grandes amigos, preparavam-se para uma festa em memória ao fundador daquela vila. Era uma festa anual, que garantia muito divertimento, ouvia-se gargalhadas e copos a estalarem uns nos outros, com muita música à mistura. Eles eram dois jovens, David e Matthew, dois amigos com histórias desde a infância, tinham pouco dinheiro mas tornavam as aventuras em verdadeiros tesouros, cheios de energia e alegria enfrentavam o desconhecido. Trabalhavam numa serralharia perto da vila.
            Ao longe ecoava o som dos foguetes, a festa começou. David e Matthew saíram de casa e percorreram um caminho de terra. Quando lá chegaram sacudiram as botas para tirar algum pó. A noite caía, trocavam gargalhadas entre eles, foram ao encontro de duas amigas e começaram a dançar. A dada altura Mathew avisa a amiga que ia só buscar duas bebidas. Com isto afastou-se do grupo e foi em direcção à barraca das cervejas, pediu duas. Ao pegar nas canecas olhou para o lado, estava uma rapariga sentada, ficou inerte, deixou-se envolver pela timidez, não sabia o que fazer. Ela parecia estar à espera de alguém… Após alguns segundos levantou-se e foi embora. Matthew perdeu-a de vista. Foi ter com os amigos, entregou uma das canecas à amiga e chamou o David à parte, vagarosamente sussurrou:
            - Vem comigo, preciso que me digas se conheces uma rapariga!
            - Quem? - Questionou o David
            - Não sei, nunca a vi na vida. - Respondeu apressadamente Matthew.
            Percorreram o recinto durante algum tempo até que o Matthew a reconheceu. Discretamente, ele ergueu o dedo e apontou numa direcção e David seguiu-o. Demorou alguns segundos a reconhecê-la.
            - Ela chama-se Kathleen, pelo que sei tem uma relação com o filho do nosso Patrão. Esquece-a, a não ser que queiras perder o emprego - esclareceu David.
            A festa continuou, mas Matthew apenas tinha na cabeça a Kathleen, queria conhece-la. Assim que chegou a casa, deitou-se, desejou uma boa noite a David e encostou a cara, mergulhou num sonho.
            No dia seguinte, Matthew acordou com uma angústia dentro dele. Tinha curiosidade em saber quem ela era. Desabafou com o David e nessa mesma manhã conseguiram descobrir uma forma de comunicar com ela.
            Entusiasmados foram para a serralharia, trabalharam durante toda a manhã. Soou uma espécie de campainha, estava na hora de almoçar. Durante esse período a fábrica ficava vazia. David e Matthew puseram o plano em prática e dirigiram-se à sala onde o Patrão, passava grande parte do tempo. Procuravam qualquer coisa referente à Kathleen. A dado momento, David pegou num envelope escrito por ela. Tinha a morada por baixo. Eles ouvem uns ruídos, sem se aperceberem alguém entrou na serralharia. Ficaram assustados, Matthew apontou a morada num papel e saíram a correr por uma das portas traseiras, foram almoçar e depois de ouvirem a campainha de novo retomaram o trabalho.
            Já em casa, Matthew debruçou-se sobre uma folha de papel e começou por escrever um pouco sobre si, o que gostava de fazer e como encarava tudo à volta. Escreveu também sobre aquela noite em que a viu e a súbita curiosidade em a conhecer. Leu e releu aquela carta diversas vezes. Na manhã seguinte, acordou cedo e colocou-a nos correios.
            Conforme os dias passavam, diversas cartas foram trocadas entre Matthew e Kathleen , uma relação surgia sobre as palavras, ideias e personalidades que cada um transmitia ao outro. David começou a pensar que existia um fogo entre aqueles dois. O que era certo é que Matthew cada vez gostava mais de ‘falar’ com Kathleen e um dia propôs estar num certo local a uma determinada hora.
            Quando esse dia chegou, Matthew encontrava-se no local um pouco antes da hora prevista. O tempo passava, ficava cada vez mais nervoso. Kathleen apareceu. Ficaram a olhar um para o outro e sem dizerem nada, Matthew estendeu-lhe a mão. Ela mostrou-se serena, olhou para a mão e de seguida fixou de novo os olhos nele, por fim agarrou a mão dele com força. Sem saber o que fazer ou o que pensar, admirava Matthew de perto. Um novo sentimento começou a surgir dentro dela e foi isso que a fez prosseguir, por um caminho com destino ao desconhecido. Caminharam durante algum tempo, até que soou uma voz:
            - Chegamos! - avisou Matthew
            Ela afastou-se um pouco, ficou emocionada, cada vez mais compreendia as palavras de Matthew, faziam todo o sentido, sentir a liberdade e o amor através de pequenos gestos. Ao longe conseguia ver a pequena aldeia. ficou a contemplar aquela vista durante largos minutos. Quando voltou a si, olhou para trás e encontrou Matthew deitado numa pedra.
            - Obrigado, é muito bonito - disse-lhe Kathleen
            - Espera até veres o pôr de sol..
            Passaram o resto da tarde a trocar impressões, histórias, e sorrisos. Kathleen sentia-se bem, no entanto, um enorme sentimento de mágoa apoderou-se dela.
            - Matthew, eu não devia estar aqui contigo!
            - Porquê? - questionou ansioso
            - O Peter! Eu gosto dele, afinal sou a namorada dele.
            - No entanto sentes falta de viver, porque caso contrário não estarias aqui!
            Kathleen ficou a pensar e continuou:
            - Peter é um óptimo rapaz, eu não o mereço por isto - soltou uma lágrima - Desculpa, mas eu tenho de ir embora …
            - Kathleen, espera! - pediu Matthew - como imaginas a tua vida no próximo verão, para o ano, daqui a 20 anos?
            Ela olhou mais uma vez para ele, não quis responder e saiu dali a correr. Matthew deixou-se cair na pedra. A ideia de ela ter partido não lhe saía da cabeça. Uma questão começou por intrigá-lo: ‘Deverá uma pessoa como Kathleen privar-se da verdadeira felicidade por causa de alguém?’ …
            Magoado voltou para casa, sentia que a Kathleen tinha escolhido o caminho mais fácil. A vida continuou e todos os dias de manhã, Matthew passava os olhos pela pequena caixa de correio, na qual tudo começou.
            Um dia Kathleen voltou …


Fim

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor

(modificada)
Pode ser apenas uma palavra
Ou, até mesmo, um sentimento
Ou pode ser muito mais que isso.
Na verdade, não se sabe o que é,
E mesmo assim é proferido vezes sem conta.
Cansada deve-se sentir,
Mas nada se compara à ilusão 
Quando a deixam partir.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Tempos de Edward




Passam dias e o dia é igual ao anterior,
Incapaz de desvendar um segredo,
O Homem,
Permanece perdido no ardor (da incógnita) do amor,
São saudades dos Tempos de Edward.
Ou meros desejos,
De um dia
Ser um Sonhador.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Livros

Quero tanto sair ás ruas deste Natal.. Porque não? 
Provavelmente porque,
O tempo que me acorrenta 
A uma cadeira rodeada de livros 
Deixa uma janela aberta
Para o ar poder circular
Mas o que não vê, 
Não o deixa de ser 
E a minha mente por si 
Contínua a divagar. 
Triste eu sou! 
Ao ver o tempo a brincar..
Porque da mente do outro 
Se escrevem palavras para não acordar,
E enfim...
Um medo não deixar concretizar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O MESMO - (todos os dias)


"Na verdade, não se sabe o que é, 
E mesmo, assim é proferido vezes sem conta."


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Interior

Provavelmente onde mais que o teu corpo, a tua mente encontra a paz. Na revolta imunda da própria revolta, já se faz tarde para olhar para trás e vendar ao mundo a pessoa que tu sempre serás. Porque no teu 'eu' existe magia de acreditar em algo e fazer com que acreditemos nisso mesmo. Seguimos o nosso coração e a cada balada surge uma nova inspiração. És tu, sou eu e este animal chamado imaginação

sábado, 12 de dezembro de 2009

Segmento Abrigado

Numa maré de incertezas, 
Repleta de confusões turbulentas, 
Decotas a pessoa que és.
Amedrontada do tempo
Dito pelo teu coração,
Corres vales de perdição.
As tuas pegadas e proezas
Apenas demonstram
Que tu és o pão
E eles os pássaros
Que se alimentam
De cada pedaço do teu corpo.
Incompreensivelmente,
Julgas que o teu espírito permanece intacto,
Acreditando que neste segmento tu sorris.
No entanto, abres os olhos
e reparas que não existe uma essência.
Injustiça ou Consequência?
Isso és tu que decides.
E sem te aperceberes,
essa tua masmorra começa por atulhar.
E um novo segmento
Sente-se forçado a despertar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Gravidade Natural

Amo-te minha cidade,
Dona desta aventura,
Nua e vagabunda,
Aprontas a minha maneira de viver.
Eterna criança luminosa,
Receosa de todo um pesadelo,
Obscuro e teatral.
Partilha o teu lençol,
No qual te resguardas a cada desligar
De uma luz, de uma verdade.
Não voltes a ocultar esse teu lindo rosto,
Pois ninguém tem o direito de ficar contigo
Sob um manto de compromisso,
Em que rejeita toda a tua liberdade,
Espontaneidade natural de sorrir
E injustamente de viver.
Apelo por ti sozinho,
Enquanto vagueio pelas tuas ruas
E inocentemente abro as mãos
De um coração transparente,
E atribuo unicamente um sentido.
Entre as brumas de um sabor apaixonante,
Partilho cada sensação,
Aspirante de uma resposta,
De um sentimento mútuo.
Desgastada pelo tempo,
Encontras-te agora silenciosa,
Mas eu sinto o teu cheiro,
E desfruto de cada momento,
Desde uma ligeira tempestade
A um bafo do teu coração.
Sento-me no teu joelho
E por fim suspiro:
Não és minha,
Nem nunca serás,
Nem quero que sejas,
Pois na verdade,
Só assim me encontrarás.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fantasma Trajado

Ao longo do caminho
Que cada um tem de percorrer,
Atitudes, escolhas, razões
E crenças teremos que recorrer.
Involuntariamente ou propositadamente,
As consequências agendadas para cada segundo
Começarão por aparecer.  
Não ignores este fantasma 
E fecha os olhos aos invisíveis, 
Sente cada buraco 
E enfrenta esta realidade, 
Sem pavor de uma verdade,
Não te descalces da tua vida,
Da tua razão de existir.
E se algum dia...
Te envolveres com a imaginação,
Sob um catalisador ambulante,
E de todo discrepante,
Será tarde demais
Para poderes fugir.
Perceberás que quanto mais galhofas
Com a imaginação,
Mais te decepcionarás
Com a realidade do teu coração.
Hoje sorris…

"Quando aprenderes a aceitar em vez de imaginar, terás menos decepções." Robert Fisher

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Autónomo de um Adeus

Ainda o sol se está a pôr e já tu,
Branca, preparas-te para adormecer,
Repousar de um dia repleto de trabalho
E viver as horas vagas de um compromisso,
Que tu e somente tu,
Crias-te enquanto dizias sim.
Sem compaixão e impulsividade,
Fechas os olhos
E o teu corpo perde o tacto à realidade,
A esta vida.
Eu tento fechar os olhos da mesma forma,
Acreditar que isto é o mais correcto,
Mas dentro de mim,
Apenas imerge uma criança.
Espírito de um impulsivo explorador,
De uma alegria ingénua,
Calço as pantufas digeridas pelo tempo,
E as riscas do pijama,
Caiem nuas no cimento.
O teu rosto não esboça qualquer emoção,
As tuas mãos macias,
Autênticos livros por escrever,
Provavelmente nem a ti,
Os sonhos chegarão.
Lamento profundamente.
Passo a passo, saio porta fora,
De sorriso no coração,
Pois esta noite brinco
E morro na palma da tua mão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Palavra



Ao longo de um soalho coberto por uma nota...
O consciente profere:
O que sentes hoje não será o mesmo de amanhã,
Por isso, nunca digas para "sempre",
E não serás um peregrino perdido no tempo.

A precisão requer perfeição

O ligeiro toque da ponta da caneta
Ao longo do papel.
Emparelhando cada segmento
Daquele que pode ser a tua vida
Sentamo-nos numa árvore
Sentimos o seu bater, cheiro e suavidade
Correntes atravessam a sua razão de ser
Sem se aperceber do que está a fazer.
Trinta caminhos de plena harmonia
O asfalto, esse, o mais macio e brilhante
Engana cada um consoante a sua mania.
Olha á volta. É isso que queres?
Pega nesta folha e esboça o amor,
De que tanto me falas
Daquele que nunca percebi
Pois as tuas palavras são uma criança.
Qual professor? Qual criador?
Nós sentimos e pressentimos
Sem qualquer razão de ser.
A verdade ninguém a conhece.
Cada um tem a sua verdade,
A razão. Ama-la?
Ela conhece a tua imaginação!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Jigsaw

Sento-me neste beco,
Debruçado sobre uma caixa de correio
E com uma subtil lágrima,
Um breve suspiro,
Demando à chuva,
Sem retrair qualquer arrependimento,
Que não dissolvesse este quebra-cabeças,
Vinculado à tua palavra,
À tua maneira de ser.
Sob uma mão cheia de saudade,
Sufocas a luz que não te convém
E vagarosamente esta funde.
É por isso que só algumas árvores estão vestidas,
Repletas de razão, sem qualquer sedução.
Espontaneamente, esqueces-te desta pétala,
Que desmonta cada pedaço do que penso,
Do que significa cada atitude,
Num silêncio puro,
Somente eu desfruto desta natureza ardente,
E, visto que sou o único, morrerei
E apenas o meu corpo naufragará
Pelas costas dessas ilhas,
Às quais ousas apelar de amor.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Embarque Amargo

A vida acontece,
E de um momento para o outro,
Enquanto te embrulhas em problemas,
Não te apercebes
Que as pessoas simplesmente desaparecem.
Sem aviso prévio.
Escolhas acabam por não surgir,
Levam a pessoa a sumir,
Por entre correntes de cobardia,
Sem significado, apenas vão.
E tu que pisas este chão
Frio e repleto de vida,
De opções possíveis,
De gostos! De Sonhos.
Tu que de tanto amar,
Até corrói,
Serás o primeiro a sofrer e pior,
Por um sentimento de culpa serás invadido.
Pelo caminho, que o homem levou.
Não te culpes,
E antes disso, ajuda o teu homem,
Com a tua pessoa,
A seguir o caminho certo.
Grande parte da cor dele está em ti,
E com o tempo, ele encarnará dentro de ti.

sábado, 5 de dezembro de 2009

De um prestígio a uma memória!

A cada mudança de estado
Uma desconfiança desperta
Um zumbir à volta do teu ouvido,
Uma sensação frustrante,
Pois de todas umas mil e uma situações,
Apenas uma viaja livremente,
Pelas ruas do teu subconsciente;
Tu não és autista!
E o mundo, esta noite, adoece.
Não anseies pelo arrependimento
E muito menos pelo Tic…Tac sucessivo.
PÁRA!
Encara cada elemento,
Pelo início, meio e fim;
Respira sob uma nova perspectiva;
Persegue toda uma nota,
Sem medos transparentes
Ou caprichos duvidosos.
Arquitecta uma nova pegada
E, seguindo esses mesmos princípios,
Pinta a tua razão de ser.
Pois, entre preto e branco,
Uma criança acabará por nascer.


(Autismo é uma alteração que afecta a capacidade de comunicação do indivíduo, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente. Fonte: Wikipédia ) A negrito, a ideia que usei para este contexto.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Padrinho!

A severidade de cada caminho,
Ambíguo a cada opção,
Permanece inerte ao olhar
Da resposta do fundo do coração.

Oh! Padrinho nosso!

Sem tempo para intimidar ou acobardar
Abro os portões da vida
Com vontade própria e estipulo
Para o mundo, a verdade dentro do meu olhar!

Oh! Padrinho meu!

Olhar e respeitar está um passo
Da realidade que tu me podes ensinar.
Mas, neste momento, preciso do meu espaço
As minhas dúvidas, deixar sentir e apaixonar.

Oh! Padrinho deles!

Cada fundamento tem um termo
E a cada segundo, a cada batida,
Cada paixão ardente que sinta,
Apenas eleva a balada vivida.

Oh! Amor nosso!

Oh! Poder meu!

Oh! Vontade deles!

Qual razão? Qual premonição?
Apenas o sorriso da paixão
Te mostrará a liberdade nua e reconfortante,
Daquela que pode ser a tua canção!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Casa, Príncipios, "Eu" !



Sob o olhar constante da lua
Uma razão cresce na palma
Da nossa mão,
E depois de acreditar
É a nossa vez de mudar,
Aprender a dizer adeus
E voltar ao princípio,
De cada estação,
Ao nosso “Eu”,
Pois esse é o lugar que cada um,
Segundo tristezas e proezas,
Aclama de “Casa”!

Prioridades, Orgulho, Indiferença...

Esta noite senti falta do teu apoio,
De um simples olá ou melhor,
Da tua presença.
Pois ela é importante
E não importa o que os outros dizem.
Acima de um conselho,
De uma razão, o teu sinal marca.
Debruçado sobre as tuas atitudes,
Procurei um sorriso,
Mas essa tua luz
Escurece o meu caminho.
Estou cansado desta nuvem,
Que me mostres o quanto bonito,
Este desabafo significa.
Tu és o desabafo e o motivo
Pelo qual me sento ao teu lado.
Sob, a subtil diferença entre seguir as regras,
Eu mergulho com o coração.
E a desilusão anota o resto.
Sem lamentos e obscuridades,
Cruzo-me com o teu olhar,
Negro e perdido,
De tanto desprezo.
E através de um abraço
Por fim grito:
Tu não estás sozinha!!



(Prioridade, Orgulho, Indiferença... São apenas algumas razões que levam as pessoas a cometer erros)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Follow Through

Mais que um passo, um abrigo, de quem realmente fomos e seremos!
A cada passo que damos,
O começo de algo bom,
Uma força que advém do interior,
Faz prosseguir cada dia.
Por vezes involuntariamente,
Acabamos por perder a estrada,
A razão e o amar.
Vozes surgem em pleno coro,
Com intenção de desfalecer,
A pessoa que somos.
No entanto só vamos precisar,
De olhar para trás.
Reconhecer as ranhuras
Deixadas nas pegadas,
Que também,
Nós criamos ao longo do tempo.
E se algum dia duvidarmos,
Olhamos no interior
E poderemos ver calcetado uma fonte,
Repleta de fios flamejantes,
Do nosso ser, do nosso coração.