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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Oxelfer II



"six feet below, a world flooded free
how should i know, so far from me 
I could try for more, i could settle up for less
i'm not keeping score, I don't expect you to confess"

Na inutilidade deste acto, 
Aguardo impacientemente por algo diferente.
Já nem amargura sinto, nada sinto.

"As palavras ecoavam-lhe nos confins de uma neblina que outrora julgava ela ser a consciência. Fechou os olhos e aos poucos e poucos apoiava-se a cada palavra desta natureza ardente, criando uma sensação de total liberdade, um arrepio despertou o sonho e com apenas um suspiro murmurou ao sono para percorrer o labirinto e fechar cada uma das pequenas portas dos corredores. Num impasse instantâneo, esta adormeceu."

Adormeces nesse piso
e 1001 balões elevam-te
num sonho descontínuo.
E mesmo aí, ninguém te vê.

Invisível tu és!
Invisível, tu queres ser..

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Girls and boys alone...



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vozes





sábado, 22 de janeiro de 2011

This Place Is A Prison


De um todo a nenhum, a insustentável realidade,
Desfolhou-se pelas ruas ...
E as tuas palavras deixaram à muito de ser os fios de uma marioneta.


E se as palavras fossem fios de marionetas,
O orador aprisionado, cansado deve-se sentir.
Pois do pensamento à virtude,
A diferença é algo que nunca se vem a cumprir.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma História Numa Caixa De Correio


            Numa tarde dois grandes amigos, preparavam-se para uma festa em memória ao fundador daquela vila. Era uma festa anual, que garantia muito divertimento, ouvia-se gargalhadas e copos a estalarem uns nos outros, com muita música à mistura. Eles eram dois jovens, David e Matthew, dois amigos com histórias desde a infância, tinham pouco dinheiro mas tornavam as aventuras em verdadeiros tesouros, cheios de energia e alegria enfrentavam o desconhecido. Trabalhavam numa serralharia perto da vila.
            Ao longe ecoava o som dos foguetes, a festa começou. David e Matthew saíram de casa e percorreram um caminho de terra. Quando lá chegaram sacudiram as botas para tirar algum pó. A noite caía, trocavam gargalhadas entre eles, foram ao encontro de duas amigas e começaram a dançar. A dada altura Mathew avisa a amiga que ia só buscar duas bebidas. Com isto afastou-se do grupo e foi em direcção à barraca das cervejas, pediu duas. Ao pegar nas canecas olhou para o lado, estava uma rapariga sentada, ficou inerte, deixou-se envolver pela timidez, não sabia o que fazer. Ela parecia estar à espera de alguém… Após alguns segundos levantou-se e foi embora. Matthew perdeu-a de vista. Foi ter com os amigos, entregou uma das canecas à amiga e chamou o David à parte, vagarosamente sussurrou:
            - Vem comigo, preciso que me digas se conheces uma rapariga!
            - Quem? - Questionou o David
            - Não sei, nunca a vi na vida. - Respondeu apressadamente Matthew.
            Percorreram o recinto durante algum tempo até que o Matthew a reconheceu. Discretamente, ele ergueu o dedo e apontou numa direcção e David seguiu-o. Demorou alguns segundos a reconhecê-la.
            - Ela chama-se Kathleen, pelo que sei tem uma relação com o filho do nosso Patrão. Esquece-a, a não ser que queiras perder o emprego - esclareceu David.
            A festa continuou, mas Matthew apenas tinha na cabeça a Kathleen, queria conhece-la. Assim que chegou a casa, deitou-se, desejou uma boa noite a David e encostou a cara, mergulhou num sonho.
            No dia seguinte, Matthew acordou com uma angústia dentro dele. Tinha curiosidade em saber quem ela era. Desabafou com o David e nessa mesma manhã conseguiram descobrir uma forma de comunicar com ela.
            Entusiasmados foram para a serralharia, trabalharam durante toda a manhã. Soou uma espécie de campainha, estava na hora de almoçar. Durante esse período a fábrica ficava vazia. David e Matthew puseram o plano em prática e dirigiram-se à sala onde o Patrão, passava grande parte do tempo. Procuravam qualquer coisa referente à Kathleen. A dado momento, David pegou num envelope escrito por ela. Tinha a morada por baixo. Eles ouvem uns ruídos, sem se aperceberem alguém entrou na serralharia. Ficaram assustados, Matthew apontou a morada num papel e saíram a correr por uma das portas traseiras, foram almoçar e depois de ouvirem a campainha de novo retomaram o trabalho.
            Já em casa, Matthew debruçou-se sobre uma folha de papel e começou por escrever um pouco sobre si, o que gostava de fazer e como encarava tudo à volta. Escreveu também sobre aquela noite em que a viu e a súbita curiosidade em a conhecer. Leu e releu aquela carta diversas vezes. Na manhã seguinte, acordou cedo e colocou-a nos correios.
            Conforme os dias passavam, diversas cartas foram trocadas entre Matthew e Kathleen , uma relação surgia sobre as palavras, ideias e personalidades que cada um transmitia ao outro. David começou a pensar que existia um fogo entre aqueles dois. O que era certo é que Matthew cada vez gostava mais de ‘falar’ com Kathleen e um dia propôs estar num certo local a uma determinada hora.
            Quando esse dia chegou, Matthew encontrava-se no local um pouco antes da hora prevista. O tempo passava, ficava cada vez mais nervoso. Kathleen apareceu. Ficaram a olhar um para o outro e sem dizerem nada, Matthew estendeu-lhe a mão. Ela mostrou-se serena, olhou para a mão e de seguida fixou de novo os olhos nele, por fim agarrou a mão dele com força. Sem saber o que fazer ou o que pensar, admirava Matthew de perto. Um novo sentimento começou a surgir dentro dela e foi isso que a fez prosseguir, por um caminho com destino ao desconhecido. Caminharam durante algum tempo, até que soou uma voz:
            - Chegamos! - avisou Matthew
            Ela afastou-se um pouco, ficou emocionada, cada vez mais compreendia as palavras de Matthew, faziam todo o sentido, sentir a liberdade e o amor através de pequenos gestos. Ao longe conseguia ver a pequena aldeia. ficou a contemplar aquela vista durante largos minutos. Quando voltou a si, olhou para trás e encontrou Matthew deitado numa pedra.
            - Obrigado, é muito bonito - disse-lhe Kathleen
            - Espera até veres o pôr de sol..
            Passaram o resto da tarde a trocar impressões, histórias, e sorrisos. Kathleen sentia-se bem, no entanto, um enorme sentimento de mágoa apoderou-se dela.
            - Matthew, eu não devia estar aqui contigo!
            - Porquê? - questionou ansioso
            - O Peter! Eu gosto dele, afinal sou a namorada dele.
            - No entanto sentes falta de viver, porque caso contrário não estarias aqui!
            Kathleen ficou a pensar e continuou:
            - Peter é um óptimo rapaz, eu não o mereço por isto - soltou uma lágrima - Desculpa, mas eu tenho de ir embora …
            - Kathleen, espera! - pediu Matthew - como imaginas a tua vida no próximo verão, para o ano, daqui a 20 anos?
            Ela olhou mais uma vez para ele, não quis responder e saiu dali a correr. Matthew deixou-se cair na pedra. A ideia de ela ter partido não lhe saía da cabeça. Uma questão começou por intrigá-lo: ‘Deverá uma pessoa como Kathleen privar-se da verdadeira felicidade por causa de alguém?’ …
            Magoado voltou para casa, sentia que a Kathleen tinha escolhido o caminho mais fácil. A vida continuou e todos os dias de manhã, Matthew passava os olhos pela pequena caixa de correio, na qual tudo começou.
            Um dia Kathleen voltou …


Fim

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor

(modificada)
Pode ser apenas uma palavra
Ou, até mesmo, um sentimento
Ou pode ser muito mais que isso.
Na verdade, não se sabe o que é,
E mesmo assim é proferido vezes sem conta.
Cansada deve-se sentir,
Mas nada se compara à ilusão 
Quando a deixam partir.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Tempos de Edward




Passam dias e o dia é igual ao anterior,
Incapaz de desvendar um segredo,
O Homem,
Permanece perdido no ardor (da incógnita) do amor,
São saudades dos Tempos de Edward.
Ou meros desejos,
De um dia
Ser um Sonhador.

sábado, 18 de dezembro de 2010

 

Um dia, talvez...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Where is my mind?


Para onde devo olhar?
Não sei em que direcção
Poderei divagar.
Vivo em que dimensão?
Incoerente mar por reclamar,
Apenas sei que tenho os pés no chão
E piso um mundo de pernas para o ar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Livros

Quero tanto sair ás ruas deste Natal.. Porque não? 
Provavelmente porque,
O tempo que me acorrenta 
A uma cadeira rodeada de livros 
Deixa uma janela aberta
Para o ar poder circular
Mas o que não vê, 
Não o deixa de ser 
E a minha mente por si 
Contínua a divagar. 
Triste eu sou! 
Ao ver o tempo a brincar..
Porque da mente do outro 
Se escrevem palavras para não acordar,
E enfim...
Um medo não deixar concretizar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Adeus, meu eu

As palavras não me deixam saudades
Nem mesmo os alicerces,
Estipulados pelo tempo.

Nada me deixa saudades
Nada do que não vivi !
És tu, e mesmo tu não entendes
Que eu não pertencia à tua mente
E da minha, não fazia uma predilecta profecia
Mas cem fantasmas eu respiro,
E inocentemente,
Me despeço do meu eu
Com apenas um suspiro,
"Eu sou, quem sou! De ti eu sou um Homem!"

 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Interior

Provavelmente onde mais que o teu corpo, a tua mente encontra a paz. Na revolta imunda da própria revolta, já se faz tarde para olhar para trás e vendar ao mundo a pessoa que tu sempre serás. Porque no teu 'eu' existe magia de acreditar em algo e fazer com que acreditemos nisso mesmo. Seguimos o nosso coração e a cada balada surge uma nova inspiração. És tu, sou eu e este animal chamado imaginação