quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sem Rosto!

Acobardei-me durante a infância,
Com medo de lutar por algo.
Agora penso, o tempo que perdi,
O que não vivi,
O que não mostrei aos outros,
Ao qual explicava "um dia"
E sorria à procura do bem-estar
E do sorriso dos outros.
Abdiquei da razão de ter aparecido neste mundo,
Pois todas as pessoas que me conhecem
Assim apontam com aquele dedo e a voz ensurdecedora,
Um megafone na minha cabeça,
Por algo que considero ser o mais importante,
O AMOR!
Desde que recordo, nunca abdiquei,
Ou deixei à parte alguém que me conhecesse.
E não digo pelo nome ou alcunha,
Mas o meu verdadeiro eu.
Carrego às costas um fardo,
Que muitas pessoas teriam orgulho,
Mas apesar de saber que talvez o mereça
Não é o que realmente me define,
Aquilo que gostaria que as pessoas vissem.
É verdade que ao longo dos anos,
Eu me escondi debaixo desse manto,
E ainda agora talvez o faça.
Protege-me de ser bombardeado
Por segundas intenções vindas do exterior.
Embora por vezes possa não parecer,
Mas o meu sorriso sempre foi sincero..
Porquê eu? Porquê isto?
Cravo as unhas ao longo do peito
Para o ar poder circular, e por fim ..
Respirar de alívio, de tristeza, de amor..

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