Vagueio pelo deserto proibido
De olhos vendados e coração aberto
Sob um manto inerte a tudo o que sinto
Anseio pelo inicio,
Que os ponteiros do relógio
Se cruzem e desinibidamente
De olhos vendados e coração aberto
Sob um manto inerte a tudo o que sinto
Anseio pelo inicio,
Que os ponteiros do relógio
Se cruzem e desinibidamente
Voltem aos tempos de criança,
Quando o arco-íris era uma caça ao tesouro
E não existia quaisquer segundas intenções
Por trás de um sorriso, de um olhar, de um capricho.
Largas horas passam e na verdade
O mundo cada vez mais escurece,
O gesto dito por um programa,
Remete à insegurança de um mundo já não dividido,
Mas sim, acabado.
Horas vagas a deambular no baloiço,
A tocar no tecto do céu
Que por muito que custe acreditar
É o peso do teu embalar.
Olho para o horizonte
E denoto um vasto beco
Um corredor longo com saída para o inicio.
Talvez o melhor seja parar,
Zarpar no inconsciente e sacrificar esta minha corrente.
A barba imunda de tanto esperar
De correr o mundo e ver a criança a chorar.
Agora é tarde e estou velho,
Mas ainda sinto por este desertoAs cinzas das crenças estipuladas pelo tempo.
Que tonto que eu sou
Neste café permaneço inerte,
A uma verdade ou a uma consequência.
E apenas de concreto sei:
Que jamais pararei.
Neste café permaneço inerte,
A uma verdade ou a uma consequência.
E apenas de concreto sei:
Que jamais pararei.
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